Chamem-se saudosista se quiserem. Não me importo.
Eu tenho princípios e valores. E eu tive o privilégio de conhecer os Maias e os Astecas. Eles, sim, eram povos avançados, povos civilizados. Para eles, eu era a “serpente emplumada” e adoravam-me como um a deus. Agora, são tantos aqueles que nem sequer sabem quem eu sou… Não vou amuar, mas confesso que me choca e que me sinto ofendido.
Eu era o deus preferido dos sacerdotes. Eu, o grande Quetzalcoatl. Eu era o deus do vento e da luz. Viam em mim o alimento do corpo e o alimento da mente.
Eu representava a Vida e a Terra.
Agora, olham para as imagens minhas nas paredes das pirâmides e dos templos e perguntam-se “Que dragão é este?”. Mas, não, eu não vou amuar. Eu sou o grande Quetzalcoatl. Eu sou a divina serpente emplumada.
