No Egito Antigo, os faraós eram reis de tudo e de todos, mas também eram vistos como deuses, os descendentes do deus-sol.
Eu fui uma rainha egípcia, a última grande rainha da grandiosa civilização egípcia. Mandar e ser adorada não era suficiente para mim. Eu queria que o meu querido Egito fosse a maior de todas as nações e, por isso, estudei línguas, filosofia e a arte de negociar com outros reinos e outras gentes. Sempre estive no centro das atenções, era culta, sofisticada e uma verdadeira mulher de negócios.
Quando morri, o meu povo chorou por mim e, tal como mandava a nossa lei e a nossa tradição, fui mumificada. Através de técnicas desenvolvidas pelos egípcios, o meu corpo foi preservado, juntamente com as minhas jóias e objetos mais queridos. No entanto, não estou feliz. Sinto falta das grandes festas que dávamos lá no palácio e dos banquetes com música e bailarinos, sinto saudades de receber imperadores, reis e diplomatas.
Uma mulher maravilhosa como eu, a rainha das rainhas, não pode passar a eternidade encafuada numa pirâmide escura e bafienta…
