kal-el

o nome dele é kal-el.
melhor: o verdadeiro nome dele é kal-el.
mas só na sua terra natal, só na sua origem, no seu berço, na sua génese, no seu adn é que o seu nome é kal-el.

fora daí, no seio da humanidade, assume um nome banal, uma identidade banal. no seio da humanidade, não pode ser aquele cuja força vem do sol, não pode ser aquele que, forçado pelo compromisso com os seus próprios valores e integridade, enfrenta desafios messiânicos.

fora do berço, da génese, flutuando sobre a humanidade, aceita o folclore dos nomes que lhe atribuem, pois sob a capa do folclore pode voltar a ser um pouco kal-el – embora nunca o possa dizer.
sob a capa do folclore é rápido, invencível, magnífico e possuidor da força necessária para transformar um pedaço de carvão em diamante.
sob a capa do folclore, pode voltar a ser kal-el, mas um kal-el com poderes superiores aos que teria no berço, na génese.
sob a capa do folclore, é especial, único, o derradeiro protetor.

sem a capa do folclore, sobrevive atrás da banalidade.
sem a capa do folclore, não se pode dar ao luxo de ser kal-el.
para ser “normal”, nunca poderá ser kal-el. para ser “normal”, tem que usar a máscara de mero humano. para ter lugar no seio da humanidade, kal-el tem que ser banal.
para ser aceite, não pode ser único, muito menos ser íntegro e comprometer-se com os seu valores.

kal-el não pode ser kal-el se quiser fazer parte do mundo onde vive.
para fazer parte desse mundo, da tal humanidade, kal-el tem que ser banal, tem que esconder a força do sol amarelo atrás de uma máscara de banalidade.

kal-el tem que ser menos. tudo porque não pode voltar para casa, porque não pode voltar à génese, porque não pode voltar para onde o seu adn é normal.

kal-el.
o seu verdadeiro nome é kal-el.

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