o meu caos é luz e é só meu

eu, control freak convicta e inveterada, adoro caos.
a-doro!
do caos nasce a luz, a ordem, o conhecimento. é simultaneamente combustível e comburente. é o princípio, o verbo. é o momento em que tudo ainda é possível. é a promessa das promessas.

o meu caos é o princípio. a promessa. a possibilidade. o prólogo. o meu caos, note-se.
do meu caos trato eu. que cada um trate do seu.

a cada um o seu caos: não precisamos todos das mesmas coisas, muito menos do mesmo caos.
o caos é pessoal e intransmissível.
cada caos deve ser pessoal e intransmissível.
cada um é responsável por garantir que o seu caos é pessoal e intransmissível.

quando o caos deixa de ser pessoal e intransmissível, quando é imposto, herdado ou até oferecido, o caos já não é o potencial daquilo que pode vir a ser, acontecer, existir, concretizar-se.
quando o caos é imposto não é mais do que confusão, nevoeiro, perguntas que não chegam a ser formuladas e, por isso, ficarão irremediavelmente por responder.

o caos pessoal e intransmissível é construtivo, é prólogo de grandes edifícios, é uma explosão de luz.

o caos imposto, herdado ou até oferecido é erosivo, mata possibilidades, aniquila horizontes. o caos impessoal e transmitido é escuro, denso e limita os movimentos.

quando o caos que não é o nosso nos é imposto, é como areias movediças para a alma. aos poucos, desaparecemos. no final, fica só o lodo.

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