4 coisas que o meu filho aprende com o meu pai

1. mesmo quando as coisas não fazem sentido, há que não esquecer o que é realmente importante

era meia-noite. o sol brilhava por entre as estrelas. num jardim sem árvores, sentado num banco de pau feito de pedra, um homem nu com uma faca no bolso lia, à luz de uma candeia apagada, um jornal sem letras que dizia:
– ó incas, ó incas, ó sol da arásia, dás-me a tua filha amásia, dá-zi-a?
– não!
– ah, maldito! vais morrer assado num penico de água fria!
– mais vale morrer do que perder a vida.

2. tudo tem uma explicação

– eu ia a subir, o careca-à-vítima vinha a descer. chocámos. o careca-à-vítima estendidinho no chão. juntou-se muita gente, veio a polícia.
– prrrrriiiii! está tudo preso!
– um momento, senhor guarda, eu explico: eu ia a subir, o careca-à-vítima vinha a descer…

3. o pessoal gosta é de festarolas, mas, se não houver alguém que ponha ordem nas coisas, acaba tudo à estalada

era dia de finados e os mortos, muito animados, fizeram uma grande festa. mas, no meio do molho, o esqueleto zarolho levou com um ovo na testa. levantou-se o agredido e, com ar de ofendido, pegou numa tranca mestra; deu tamanha trancada na caveira malcriada que os pôs fora da festa. foi tal o alarido que o coveiro prevenido as veio logo sossegar. e aquelas tais zarucas, que não eram nada malucas, foram-se logo deitar.

4. quando não temos uma resposta decente para dar, mais vale dar uma resposta que ponha fim às perguntas cretinas

[resposta a todas as variações possíveis da pergunta “o que é que estás / vais fazer?”]

colheres de pau!

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