frio na barriga

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“faz, todos os dias, uma coisa que te assuste.”
“todos os dias, deves fazer alguma coisa que te meta medo.”
ou, pelo menos, são traduções possíveis.
e traduções há muitas, no entanto as interpretações é que contam. e o que fazemos com elas, mais ainda.

faz coisas que te tiram da tua zona de conforto.
faz coisas que te fazem suspender a respiração.
faz coisas que fazem o teu sangue correr.
todos os dias.

transforma as pedras de kryptonite em sabres de luz.

enche os teus dias com coisas que te fazem cócegas e provocam arrepios ao mesmo tempo.
enche os teus dias com momentos de ar rarefeito mas puro.
enche os teus dias com saltos de paraquedas e equilibrismo num trapézio.
sempre.

não te deixes ficar.
não deixes de dançar à chuva.
não deixes de fazer coreografias no trânsito enquanto cantas uma música diferente da que está a dar na rádio.
não deixes de dar gargalhadas só porque a sala está em silêncio.
não deixes que a tua alma seja limitada pela fronteira da tua pele.

não deixes que a vida seja uma coisa que te acontece.
nunca.

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