Como vens serena, saída d’entre escolhos,
Com a armadura coberta pelo pó da batalha,
Deixas um rasto de estrelas caídas, que se espalha.
Sente-se o peso dos dias nos teus olhos.
Na mão, a espada afiada, mais não é que uma pena suave,
D’onde jorram inferências complexas, análises místicas,
Por onde se vislumbra o talento, em odes críticas.
E sempre aquela música. E sempre o semblante grave…
Tu és o melhor navio em que embarquei (já são tantos, Senhor),
A agulha mais certa, a palamenta mais completa, o leme orientador,
A âncora que nunca usei em viagens minhas.
E mesmo com a guarda que nunca quero que baixes,
Peço baixinho que sempre voltes e sempre me deixes,
Abrir-te os braços para o abraço em que te aninhas.