às vezes, a vida parece cinema

quando olho para o meu filho e vejo tão claramente a alma e o brilho do meu pai

quando uma amiga me diz que o que escrevi há meses e decidi voltar a publicar hoje era mesmo aquilo de que ela estava a precisar

quando pergunto a um dos “meus” quem é que ele acha que eu sou, como é que me vê e recebo de resposta um soneto

quando um abraço significa “não quero saber se temos um oceano entre nós porque só a qualidade dos xis é que conta”

quando me preparo para enfrentar um momento potencialmente difícil e sou brindada com um “oh captain, my captain”

quando alguém desconhecido vem ter comigo e diz que andava à minha procura

quando finalmente cumpro uma promessa e me apercebo que os anos que passaram entretanto tornaram a promessa redundante

quando adio o “vamos dormir?” porque a música ainda não acabou e me sinto dentro de um videoclip

quando olho para o ano novo e decido que vai ser “a partir” porque sei que estou acompanhada por quem me vai ajudar a pôr essa intenção em prática

quando não consigo dormir porque há um texto às voltas na minha cabeça a exigir ser publicado

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