situação A
entra na loja. quer um livro ou um dvd. não sabe qual. não interessa qual. quer comprar qualquer coisa. preferencialmente algo que lhe fique bem. não com a roupa ou com o look da semana. algo que lhe fique bem nas conversas na esplanada. dirige-se aos topos. e aos tops. ah, ok, este que está em primeiro lugar. já vi este nome em qualquer lado. se calhar, foi no top da semana passada…
ficou pseudo-negligentemente pousado no móvel da entrada durante 3 meses.
situação B
entra na loja. tem tempo livre: e se fosse comprar um livro ou um dvd? no outro dia estavam a falar de um livro novo sobre gestão de mudança; era qualquer coisa com animais, mas parece que este é melhor que os outros. também parece que saiu qualquer coisa dos coldplay. ou seria dos killlers? quais é que deram aquele concerto no outro dia? toda a gente tinha posts no facebook… raios! devia ter apontado… não faz mal, pergunto ao funcionário; eles sabem estas coisas.
andou coladinho ao tablet durante 1 semana (sempre a jeito para pousar na mesa do café), mas depois foi morrer para… mmm… onde é que aquilo andará?
situação C
entra na loja. já procurou por todo o lado e há mais de 2 meses que não procura naquela loja. “boa tarde. queria Poemas de Deus e do Diabo / ’68 Comeback Special Edition. sim, eu sei que não têm há muito tempo, mas podem encomendar?”
está na mesinha de cabeceira. e não sai de lá tão cedo.
e quem diz livros e dvds diz pessoas.
ou há uma compulsão para aumentar a coleção e quantidade é que conta…
ou há uma necessidade de preencher um vazio com algo que respeite uma qualquer norma…
ou há uma fome indescritível de algo pessoal e intransmissível… e, aí, não fazemos por menos.