acreditar pode ser uma forma de sobrevivência

acreditar que as pessoas merecem que acreditemos nelas.
acreditar que é acreditando que as fazemos crescer. acreditar que vão perceber que há quem esteja a acreditar nelas. acreditar que vão achar que acreditar é importante e que não vão querer deixar ficar mal quem arrisca acreditando.

acreditar em intenções.
acreditar que, mesmo quando os meios parecem duvidosos mas os propósitos não, os propósitos são o combustível e simultaneamente a meta. acreditar que esses propósitos são reais e não apenas argumentos ocos e efémeros para atirar quando e a quem for necessário. acreditar que não há razão para não acreditar e que acreditando vamos ajudar a construir.

acreditar que há sempre saída.
acreditar que, por muito que o horizonte esteja escondido por detrás de um nevoeiro cerrado, ele continua a existir e é amplo e soalheiro. acreditar que por detrás do nevoeiro não existe um Adamastor mas sim um fenómeno geográfico que marca a passagem para outro oceano. acreditar que temos o leme necessário para rumar ao horizonte que mais nos convém ou, pelo menos, aquele que nos parece ser o mais adequado.

acreditar que acreditar não é coisa de gente parva e sem noção da realidade.
acreditar que acreditar é coisa de gente corajosa e persistente.
acreditar que acreditar é um combustível.
acreditar que acreditar é essencial para manusear o leme que nos permite chegar a outros oceanos.
acreditar que acreditar não é coisa de gente parva mas sim de gente persistente na sua esperança.

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